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A Polícia Civil está à procura do dono de um bar, suspeito de ter assassinado uma adolescente de 14 anos. M.P.C. estava desaparecida desde setembro do ano passado. Os investigadores encontraram – em novembro de 2009 - a ossada carbonizada, enterrada num terreno a um quilômetro de uma das fazendas da família do investigado, na região de Jaboticatubas. Exames de DNA confirmaram na última sexta-feira que se tratava do corpo da garota.
Segundo os investigadores, Márcio da Costa Filho, de 29 anos, teve um caso com a menina e é o principal suspeito do crime. A família contou que a jovem era funcionária dele no restaurante Por do Sol. E durante o período em que estiveram juntos, a menina engravidou. ‘Ele iludiu completamente a minha filha. Até levava ela em casa, mesmo sendo menor de idade’’, disse a mãe da vítima.
Michele teria levado os exames de gravidez para o amante no mesmo dia em que foi vista pela última vez. Márcio, que tinha namorada na época, não teria aceitado e pediu que ela abortasse. Mas ela não quis e acabou sendo demitida do restaurante e no mesmo dia, desapareceu. ‘Ele disse que queria o aborto porque ficaria mal visto na cidade. Mas ela não aceitou’’, conta a irmã.
O delegado Almir de Carvalho, responsável pelo caso, acredita que a adolescente foi morta estrangulada durante o encontro dos dois.
Logo após, Márcio teria acionado outro funcionário do restaurante, conhecido como Fábio, que era padrinho e cunhado da vítima. Eles queimaram o corpo para eliminar as provas. Fábio está com a prisão temporária decretada por ocultação de cadáver desde a semana passada. “Ele é suspeito de ajudar a transportar e carbonizar o corpo. A princípio, o decreto da prisão é de 30 dias que pode ser alterado dependendo das investigações”, disse o delegado. Márcio, que é acusado de homicídio qualificado, aborto e ocultação de cadáver, continua foragido.
Familiares de Michele estavam revoltados com o final trágico do caso. ‘Além de abusar de uma menor, ainda tira a vida dela. Isso é inacreditável! Quero justiça. Ele tem que pagar pelo que fez’’, diz a mãe da menina.
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