Impasse na Câmara sobre votação do projeto Somma
alt

Vereadores não entram em acordo para votação do Projeto de Lei para compra de maquinário através de crédito do Banco BDMG

Em reunião extraordinária na sexta-feira, 29 de janeiro, na Câmara Municipal de Lagoa Santa, nove vereadores se reunirampara votarem o Projeto de Lei 2.944/2010, que autoriza o município a contratar com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) operações de crédito no valor de R$950 mil. Com o dinheiro do empréstimo, a Prefeitura compraria dois caminhões basculantes, uma retro escavadeira e uma pá carregadeira. Atualmente essas máquinas são alugadas, num valor aproximado de R$40 mil por mês. O valor ainda poderia ser parcelado em até 66 meses, com taxa de juros de 4,5% ao ano.

Um dos argumentos dados pelos vereadores favoráveis ao projeto é que o empréstimo sairia a aproximadamente R$18 mil por mês, uma economia de mais de R$20 mil mensais. O vereador Geraldo Corrêa foi um dos vereadores que lamentaram a atitude dos colegas, que foram contrários a um projeto que beneficiaria a cidade. “É uma pena que o projeto recebeu apenas 5 votos favoráveis, por que ele vai de encontro a uma grande necessidade de Lagoa Santa que é a compra de maquinários”, ressalta Corrêa. Entretanto, vereadores que se opuseram ao projeto alegaram que a prefeitura tem condições de comprar o maquinário à vista, sem precisar da contratação de crédito junto ao BDMG. “Uma prefeitura que arrecadou mais de R$80 milhões para o na de 2010 não poderia pagar juros a um banco por um empréstimo”, argumentou o vereador Genesco Neto.

Depois de dois dias de sessão, a votação secreta teve como resultado 5 votos favoráveis e 4 votos contrários ao projeto de lei. Após a votação, houve um impasse quanto ao número de votos necessários para aprovação do projeto. Por se tratar de contratação de crédito, seria necessário que 2/3 dos vereadores aprovassem, ou seja, seis vereadores. Mas o vereador Geraldo Corrêa indagou que na Lei Orgânica do município, o artigo 54, 2º parágrafo, letra H, especifica que a questão se refere a “contratação de crédito de empresa privada”, o que não seria o caso do BDMG, empresa pública sob comando do governo estadual. Seguindo essa hipótese, seria necessária apenas a maioria simples de votos para aprovação.

Dr. Júlio Firmino, responsável pelo departamento jurídico da Câmara Municipal da cidade, afirmou que de acordo com o entendimento do judiciário Câmara o projeto foi rejeitado, mas diante da situação propôs que a questão fosse levada à prefeitura, para que esta, juntamente ao Banco BDMG, avalie a votação e decida qual seria a opção juridicamente correta: a aprovação ou o veto ao projeto Somma. “Que seja emitida uma mensagem ao Executivo, junto com o parecer da Câmara, colocando essa situação. Pois se houver um entendimento juntamente com a entidade financeira que o projeto foi aprovado, não vejo motivo para não o ser”, concluiu Firmino.

De acordo com informações da prefeitura, o Projeto de Lei foi encaminhado ao Executivo como rejeitado.
 
 
Mais Notícias, nesta categoria