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Roberty Lauar
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Caros leitores. Deixo aqui registrado! A intenção do fundador do Museu da Lapinha – O Castelinho, em preservar e manter peças arqueológicas importantes em nossa cidade foi louvável e deve ser exaltada e perpetuada! Sugiro ainda; que essas peças arqueológicas, sejam estudadas adequadamente, mas continuem em Lagoa Santa. Quem sabe; expostas em um espaço no “novo” Receptivo/Museu que será construído ao lado da Gruta da Lapinha. Peço a Deus que ilumine seus administradores e que este espaço receba o nome do Sr. Mihály prestando-lhe a devida homenagem póstuma.
A verdade nua e crua, caros leitores é que, desde 1980, quando foi criado o Parque Estadual do Sumidouro, que os proprietários de imóveis particulares naquela região (inclusive o Castelinho) sabiam que; cedo ou tarde, teriam que sair de lá. O que acho estranho é: - Já que sabiam desde 1980 que teriam que sair de lá; por que não fizeram gestões adequadas junto aos órgãos Estaduais, aos Políticos Estaduais, as Universidades, aos Políticos Locais do passado, ou ao Papa? Não teria sido melhor, se tivessem sido; eficientes, inteligentes e bem direcionados? Por que essas pessoas e as “autoridades” que ultimamente têm esbravejado tanto, optaram por atitudes belicosas (contra quem não tem nada a ver com isso), ressentidas, vingativas e inócuas (como o tombamento Espírita) ao invés de terem buscado a concórdia e a solução amigável e mais adequada? Como vocês podem perceber, a possível desapropriação do prédio do Castelinho nada tem a ver com a construção do Receptivo Turístico/Museu que será erguido ao lado da Gruta da Lapinha.
Este novo prédio que será construído; além de abrigar: Sala para Guias Turísticos, o Circuito das Grutas, a Polícia Ambiental, Brigada contra incêndio, O IEF, Universidades etc e tal; irá receber algo que considero a grande “redenção” para o turismo em nossa cidade: - Peças do acervo do Dr. Lund que voltarão da Dinamarca para cá. Foi por isso que lutei e continuo a lutar; pela vinda de peças do acervo do Dr. Lund para Lagoa Santa! Para tanto seria necessário construir um prédio adequado e equipado que viabilizasse receber acervo de tamanha importância científica e histórica! Isso, caros leitores, conseguimos também sem um pingo de ajuda desses “interessados homens públicos” que defendem o tombamento “Espírita”.
Ainda bem! Pois teríamos que ter convivido com fuxicos e ações beligerantes ao invés de soluções pragmáticas e benéficas em prol da coletividade. Diante dessa realidade; com o dinheiro para a construção do novo prédio já assegurado pelo Vice Governador em parceria com o Parque Estadual do Sumidouro, a Linha Lund e a Prefeitura e, tendo o governo dinamarquês, atendendo solicitação do nosso amigo e amigo de Lagoa Santa, Sr. Jens Olesen, autorizado o envio dessas peças que contém a “impressão digital do dr. Lund” para nossa cidade, nossa história recente começa a ser reescrita. Vislumbro que Lagoa Santa se transformará naquilo que sempre sonhei e que faz parte da sua vocação: ser um importante “Polo Turístico Internacional”, algo que beneficiará a “todos”.
Vejo, em meus devaneios, toda a população se beneficiando! Não mais, um empreendimento pessoal e particular, mas ganhos, para toda a população. Nada contra empreendimentos pessoais e particulares. Sonho com o que deveria ter sido sonhado por políticos “bem preparados” e “argutos”; proporcionar benefícios a todo o comércio, aos artesãos, artistas, lojistas, hospedagem, área da gastronomia, o pessoal do entorno do Parque, etc e tal.
Portanto caros leitores, desafio aqueles que me acusam; que refutem minhas palavras! Contestem-me! Acusem-me! Com certeza não poderão me acusar de negligente, covarde, improdutivo, belicoso, mentiroso. Etc. Este, caros leitores, em minha opinião foi o grande erro estratégico na defesa “açodada” e “destemperada” do Museu da Lapinha e talvez o motivo maior pela sua possível derrocada. Em minha opinião houve má vontade de uns e inconseqüência de outros.
Sinto-me perplexo em ver pessoas maduras e experientes, terem defendido durante tanto tempo a tese errada: “faça o tombamento “municipal” do Museu da Lapinha, particular - e o mantenha através de uma lei sem sentido em terras do “estado” ao invés da tese certa: preserve o “prédio” do Castelinho mesmo que para outra função e “lute-se para manter o acervo arqueológico em Lagoa Santa já que a instituição não poderá permanecer em terras de um parque estadual sendo um empreendimento particular” e por último teria sido pertinente “defender a construção do Receptivo/Museu e a implantação do Parque do Sumidouro, o que beneficiará enormemente a população da Lapinha e o comércio da cidade”. Portanto, caros leitores, pergunto: Com quem vocês acham que está a verdade sobre o Museu da Lapinha?