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Roberty Lauar
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Caros leitores.
Como vocês podem observar através das últimas crônicas, tento trazer luzes sobre uma guerra atrapalhada que empreendem “alguns” que “defendem” o “Museu da Lapinha” – O Castelinho. Resolvi falar sobre isso publicamente, porque tenho sido acusado por “alguns” destemperados, como contrário a sua existência, o que não é verdade! Na verdade, não se trata de ser contra ou a favor do Museu, trata-se de conhecer um pouco melhor o que tem acontecido em nossa cidade nos últimos 30 anos para poder falar com propriedade. A realidade é que, desde que uma lei do Governador Francelino Pereira em 1980 tornou aquelas terras onde se encontra “também” o Museu da Lapinha em “Parque Estadual” que os donos de terras e imóveis lá, sabiam que um dia, seriam indenizados e teriam que sair.
Parece-me que alguns desses destemperados, além de desconhecer o tema tem o interesse obscuro em confundir a opinião pública e ficam a falar um monte de bobagens. Se essas pessoas não fossem tão “açodadas” e amantes da “intriga” e tivessem procurado entender melhor esses fatos sobre sua cidade poderiam ter ajudado mais o museu, mas preferiram a pirotecnia e o show carnavalesco de 3ª categoria e agora vivem a realidade do “Jus Esperneandis”. Até mesmo alguns representantes do povo preferiram embarcar nessa canoa furada e preferiram aproveitar os holofotes gratuitos, e sob o pretexto da defesa do museu puderam tirar mais umas casquinhas no prefeito atual. Essa tem sido a tônica em nossa cidade: - Atitudes provincianas em profusão. Certamente esses pirotécnicos pagarão um alto preço político, conseqüência de atos imprudentes e cínicos em nome da defesa dos interesses de uma coletividade.
Estes, caros leitores, em minha opinião, prejudicaram muito a “Causa do Museu”, pois não ofereceram soluções adequadas, pertinentes a políticos de boa cepa. Perderam a oportunidade de agir de forma agregadora e hábil. No fundo, no fundo, a palavra de ordem de “alguns” políticos locais, parece ser: - Sou da oposição; portanto quanto pior; melhor! São ações políticas, que não condizem com verdadeiros políticos. Simplesmente querem ver o circo pegar fogo e pronto, o resto que se dane! Sinceramente, eu gostaria de um dia, poder elogiar e defender nossos políticos, mas confesso, por hora está difícil.
Vamos então recapitular a história do Museu: - O “prédio” existe há 38 anos, é de propriedade da família de seu fundador, portanto trata-se de um imóvel particular que abriga um empreendimento estritamente particular, neste caso, um museu. Quando se falou em falta de “ajuda” oficial do governo municipal, eu não consegui entender, queriam exatamente dizer o que? Que o governo deveria ter gasto dinheiro público num empreendimento particular? Este Castelinho que foi criado por iniciativa pessoal do Sr. Mihály e que depois de sua morte tem sido administrado com garra e determinação por uma de suas filhas, está há 30 anos dentro de terras de um “Parque Estadual”, portanto, já se sabia há 30 anos, que algum dia, quando o parque saísse do papel, todos os imóveis naquela área, seriam desapropriados, inclusive o prédio do Museu.
É assim no mundo todo, quando se implanta um “Parque”. Então, aqui ninguém está reinventando a roda, não é mesmo! Por outro lado, quando se falou em “Tombamento Municipal” em terras que não pertencem ao município e sim ao “Estado”, fiquei pensando, o que queriam estes ilibados senhores e senhoras que pediram, e os que votaram pelo tal “Tombamento”. Querem dizer exatamente o quê? Que são adeptos da “inconstitucionalidade” e da “Ilegalidade”? Triste sina tem sido a nossa, ouvir defesas de teses esdrúxulas e inexplicáveis a toda hora. Gostaria de ouvir uma explicação plausível. Com a palavra os digníssimos propositores do “Tombamento”. Gostaria de saber também por que legisladores defendem temas particulares e não os verdadeiros interesses do município?